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A Bíblia de Mogúncia
A Biblioteca Nacional Brasileira expôs, na segunda-feira, dia
27 de abril de 2009, entre 10h e 18h, uma preciosa jóia do seu acervo,
um raro exemplar da Bíblia de Mogúncia, editada em 1462,
trinta e oito anos antes da descoberta do Brasil e 30 antes das Américas.
Impressa sobre pergaminho, com a diagramação de cada página feita em duas colunas e 48 linhas, sendo as iniciais dos capítulos feitas à mão com tinta azul e vermelha.
É o incunábulo (livro impresso que data dos primeiros tempos da imprensa - até o ano de 1500) mais antigo da Biblioteca Nacional, que possui dois exemplares, em dois tomos cada. Estes dois exemplares tem acabamentos diferentes no que se refere às iniciais dos capítulos e outros detalhes artísticos. Esta Bíblia foi editada 7 anos depois da conhecida pelo nome de "A Bíblia de Gutenberg"
A Bíblia de Gutenberg é o incunábulo impresso da tradução em latim da Bíblia, por Johann Gutenberg, em Mainz, também conhecida em português como Mogúncia, Alemanha. A produção da Bíblia começou em 1450, tendo Gutenberg usado uma prensa de tipos móveis. Calcula-se que tenha terminado em 1455.[1] Essa Bíblia é considerada o incunábulo mais importante, pois marca o início da produção em massa de livros no Ocidente. A Bíblia exposta na BNB é da mesma região e foi produzida com a mesma prensa da de Gutenberg pelos sócios remanescentes.
Uma cópia completa da Bíblia de Gutenberg possui 1282 páginas, com textos, igualmente, em duas colunas. A maioria delas era encadernada em dois volumes, como as da BNB e igualmente trabalhadas (veja as imagens abaixo).
Acredita-se que Gutenberg produziu 180 cópias, 45 em pergaminho e 135 em papel. Foram impressas, rubricadas e iluminadas à mão em um período de três anos. Destas 180, quarenta e seis tem localização conhecida hoje em dia, uma inclusive pertence a Bill Gates, fundador da Microsoft.
A Bíblia de Johannes Fust e Petrus Schoeffer também é conhecida como a Bíblia Latina das 48 linhas (assim chamada por ter exatamente 48 linhas por página) foi editada em Mogúncia, no ano de 1462. Impressa em caracteres góticos, pequenos mas muito legíveis, com iniciais manuscritas a vermelho e a azul (o que era comum nestes primeiros tempos da imprensa de tipos móveis), é considerada a mais bela das primeiras quatro Bíblias impressas. Embora mais recente, os exemplares completos desta Bíblia sejam mais raros do que os da Bíblia de 42 linhas, de Gutenberg.
Contém o texto de São Jerónimo, anterior ao da Vulgata, e foi a primeira Bíblia impressa a conter a data, o local e o nome dos impressores é também o primeiro livro na história da imprensa ocidental a conter uma marca de impressor: logo abaixo do colofão (nota final), Fust e Schoeffer (ex-sócios de Gutenberg) acrescentaram uma imagem (xilogravura) com os seus escudos de armas.
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Duas páginas da Bíblia de Mogúncia, |
de Fust e Schoeffer |
Uma página da Bíblia de Gutenberg (Velho testamento). |
BÍBLIA. Latim. Mogúncia. 1462. In civitate Maguntij: per Johannem Fust e Petrum Schoeffer, in vigília assumptionis Mariae [14 ago.] 1462. 2 v. 42 cm.
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