15 - PODE A MAIORIA ESTAR ERRADA?
Introdução
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Existem,
no mundo cerca de 213 religiões cristãs e mais de 800 religiões pagãs. Em
meio a essa confusão religiosa, procura o homem a Verdade. Você tem direito
de crer no que queira. Eu também. Mas, pelo fato de não estarmos de acordo
em matéria religiosa, não significa precisamente que um de nós esteja com
a razão. Qual dessas religiões está com a razão? A que tem mais adeptos?
A mais numerosa? Perguntamos: Quando, na história bíblica, a maioria esteve
com a verdade? Vejamos: Noé representava uma minoria ínfima no tempo do
dilúvio, e no entanto, tinha razão. Israel ao sair do Egito, era uma fraca
minoria, no entanto, era o povo de Deus. Jesus, nosso Salvador, esteve só
contra uma nação inteira. "Veio para o que era Seu, e os Seus não
O receberam". S. João 1:11. "Porventura creu nEle alguém
dentre a autoridades, ou alguém dos fariseus? " S. João 7:46-48.
A maioria, incluindo guias religiosos, rejeitou a Jesus. Quando Jesus ascendeu
ao Céu, o cristianismo era uma débil minoria diante de um mundo rebelde
e indiferente. Devido ao seu afã de popularidade e poder, a Igreja tornou-se
maioria mas perdeu sua santidade e pureza e a verdade que Deus lhe havia
confiado. Por isso, a pergunta que devemos fazer não é: Tem você razão?
Tenho eu razão? Tem-na a maioria? Mas, sim: "Que é a verdade?"
Disse Jesus: "A Tua Palavra é a Verdade". S. João 17:17. "À
lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva".
Isaias 8:20. A Palavra de Deus é a única fonte de verdade. Busquemos nela
a resposta a sinceras perguntas:
- Pergunta: É a guarda do domingo ensinado no Novo Testamento?
Resposta: A palavra domingo não se encontra na Bíblia; mas, no
Novo Testamento há oito referências ao primeiro dia da semana. Quatro
delas - S. Mateus 28:1; S. Marcos 16;1 e 2;
S. Lucas 24;1 e S. João 20:1 - dizem todas a mesma coisa: As mulheres,
seguidoras de Jesus, foram ao sepulcro no primeiro dia da semana para
ungir o corpo do Senhor. Isto é tudo que essas passagens afirmam. Não
há nelas indicações de que o dia é santo.
Seguem as outras quatro referências: S. Marcos 16:9: "Havendo Ele
ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro
a Maria Madalena." Esta passagem declara que Jesus ressuscitou
no primeiro dia da semana. E como vemos, ela não vai além disto - não diz
que por essa razão o primeiro dia da semana tornou-se santo, ou que o devamos
guardar. S. João 20:19 : "Ao cair da tarde daquele dia, primeiro
da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos, com medo
dos judeus, veio Jesus, pôs-Se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco"!
O versículo diz que a causa de estarem reunidos era o medo que tinham dos
judeus (trancaram as portas), e não para comemorarem Suas ressurreição.
Jesus reprovou Seus discípulos por descrerem que Ele havia ressuscitado.
S. Marcos 16:14. Atos 20:7: "No primeiro dia da semana, estando
nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo que devia seguir de viagem
no dia imediato exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite".
Temos aqui uma reunião religiosa realizada no primeiro dia da semana. Mas
não há nela indicação de santidade do primeiro dia. Devemos nos lembrar
que o apóstolo S. Paulo estava viajando e realizava reuniões em qualquer
dia da semana. Ele havia passado em Trôade sete dias e aparentemente realizou
essa reunião, porque "devia seguir de viagem no dia imediato".
Talvez a reunião tenha sido relatada por causa do incidente da ressurreição
do jovem Êutico que caíra da janela. I Coríntios 16:2: "No primeiro
dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade,
e vá juntando para que se não façam coletas quando eu for". A oferta
destinada aos pobres de Jerusalém, devia ser posta de lado, em casa, e aí
também, para ser entregue ao apóstolo quando ele chegasse, acumulada, para
que não houvesse coletas apressadas de última hora. Assim, as oito referências
do Novo Testamento ao primeiro dia da semana não contêm mandamento quanto
ao dever de observarmos esse dia; nem a menor indicação de que ele é santo.
Disso concluímos que a Igreja Cristã primitiva, no período em que viveram
os apóstolos, não conheceu o primeiro dia (domingo) como dia santificado.
O Cardeal Gibbons, arcebispo de Baltimore primaz da Igreja Católica nos
Estados Unidos, disse: "Podereis ler a Bíblia de Gênesis ao Apocalipse,
e não encontrareis uma única linha que autorize a santificação do domingo.
As escrituras ordenam a observância religiosa do sábado, dia que nós nunca
santificamos". Faith of Our Fathers, pag 89.
- Pergunta: Qual é então a origem do domingo?
Resposta: Os apóstolos S. Paulo e S. Pedro previram que algo
estranho aconteceria para a Igreja.
"Eu sei que depois da minha partida ... dentre vós mesmos,
se levantarão homens falando cousas pervertidas para arrastar os discípulos
atrás deles". Atos 20:29 e 30. "Assim como no meio do povo
surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos profetas,
assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente
heresias destruidoras... e muitos seguirão as suas práticas libertinas..."
II Pedro 2:1 e 2.
Levantar-se-iam mestres e introduziriam ensinos errôneos, "heresias
destruidoras". Isto aconteceu após a morte dos apóstolos, o último
dos quais morreu cerca do ano 100 de nossa era. Enquanto viveram, os apóstolos
foram os guardiães da Verdade. Esses falsos mestres que surgiram eram mais
filósofos do que discípulos de Jesus, mais pagãos do que cristãos. Vejamos
o que aconteceu: O primeiro dia da semana, era dedicado ao culto do Sol,
pelos antigos babilônios. Em 274, depois de Cristo, o imperador Aureliano
adotou o culto do Sol como a religião oficial do Império Romano. O astro-rei,
era o centro de adoração, a principal divindade. Ao culto do Sol - Sol Invicto,
como lhe chamavam - foi dedicado o primeiro dia da semana, que por isso
era chamado no Latim dies solis - dia do Sol. Ainda hoje este é o
seu nome na língua inglesa (Sunday) e também na alemã ( Sonntag). Assim
pela influência desses mestres, esse dia do paganismo pouco a pouco penetrou
na cristandade para facilitar a "cristianização" dos pagãos.
- Pergunta: Como chegou a observância do domingo a ser oficializada?
Resposta: Por um decreto do imperador Constantino baixado em
7 de março de 321 da nossa era, que dizia o seguinte: "Que os juizes
e o povo das cidades, bem como os comerciantes repousem no venerável
dia do Sol. Aos moradores dos campos, porem, conceda-se atender livre
e desembaraçadamente aos cuidados da sua lavoura". A aparente conversão
do imperador romano Constantino, teve objetivos políticos: agradar seus
súditos cristãos. Como, porem, essa atitude contrariasse os outros súditos
pagãos, fez uma "acomodação", introduzindo na Igreja muitos
dos seus costumes.
Cerca de 40 anos mais tarde, em 364, veio o decreto eclesiástico: a lei
torna-se religiosa: "Os cristãos não devem judaizar, ou estar no
sábado, mas trabalharão nesse dia; o dia do Senhor (domingo), entretanto,
honrarão especialmente, e como cristãos não devem, se possível, fazer qualquer
trabalho nele. Se, porem, forem achados judaizando, serão separados de Cristo".
- Cânon 29 de Concílio de Laodicéia.
A proibição de observar o sábado significa que esse dia ainda era observado
no quarto século. Além da proibição em 364, do Concílio de Laodicéia, outras
proibições se seguiram, fazendo com que o sábado fosse cada vez mais esquecido
e o domingo mais firmemente estabelecido. Porém, sempre houve fiéis que
não aceitaram a mudança: Os Valdenses no Piemont guardaram o sábado mais
de 1000 anos, pois possuíram as Escrituras. Na Etiópia, ainda no século
17, guardava-se o sábado como memorial da criação. Através do profeta Daniel,
o Senhor Deus havia predito que um poder político-religiso cuidaria em mudar
a lei: "... Cuidará em mudar os tempos e a lei". Daniel
7:25. "... E deitou por terra a Verdade; e o que fez prosperou".
Daniel 8:12.
O Dr. Augusto Neander, considerado o príncipe dos historiadores eclesiásticos,
disse: "A festa do domingo, como todas as outras festividades, foi
sempre uma ordenança simplesmente humana, e estava longe das cogitações
dos apóstolos estabelecer a este respeito uma ordem divina". Church
History pág. 186.
O Dr. Eduardo Hiscox, autor de "O Manual Batista", também assim
se expressou: "Havia, e há um mandamento que manda santificar o sábado,
mas esse sábado não era o domingo". New York Examiner, 16 de
novembro de 1893.
Pelo exposto, concluímos que o sábado não foi abolido por Jesus e nem pelos
apóstolos. A observância do domingo é preceito humano.
- Pergunta: Não foi o sábado feito só para os judeus?
Resposta: Nosso Salvador disse: "O sábado foi estabelecido
por causa do homem e não o homem por causa do sábado". Marcos
2:27.
O sábado foi instituído na criação. Os Judeus ainda nem existiam. Deus fez
o sábado para o homem, quer dizer, para toda a humanidade. Se o sábado -
o quarto mandamento - tivesse sido dado somente para os judeus, então toda
a lei - os 10 mandamentos - também seria só para eles. Nesse caso, os cristãos
poderiam adorar imagens, roubar, matar, adulterar, mentir, etc. Logicamente
isto não pode ser assim; então o quarto mandamento não era só para os judeus.
- Pergunta: Está correto os cristãos guardarem o domingo como
memorial da ressurreição de Jesus?
Resposta: Sem dúvida alguma, a ressurreição de Jesus foi um grandioso
acontecimento, mas um grandioso acontecimento só por si, não torna santo
um dia; e aceitar a observância do domingo por esse motivo não tem base
bíblica. Deus não autorizou e nem os apóstolos, que viveram muitos anos
após a ressurreição de Jesus e jamais guardaram o domingo. Disse Jesus:
"Em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.
Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. E disse-lhes
ainda: jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardares a vossa
própria tradição". S Marcos 7:7-9.
- Pergunta: Estarão perdidos todos aqueles que guardam o domingo
em vez do sábado?
Resposta: "Ora, não levou Deus em conta os tempos da
ignorância; agora, porem, notifica aos homens que todos em toda parte
se arrependam." Atos 17:30.
Talvez muitos de nossos parentes e antepassados não sabiam que o sábado
foi mudado para o domingo por vontade dos homens. Pensavam, com a certeza,
que o domingo era o dia estabelecido por Deus. Eles o guardavam por
ignorância. Mas, agora, Deus "notifica a todos os homens que se
arrependam". Se sabemos o que é a verdade e a rejeitamos, somos
culpados. "Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e
não o faz, nisso está pecando."
S. Tiago 4:17.
- Pergunta:É Deus tão exigente que requeira dos cristãos de hoje
a guarda do sábado?
Resposta: Sim. "Pois qualquer que guardar toda lei, mas
tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos". S. Tiago
2:10.
- Se Deus não fosse tão exato, não teria sido necessário Jesus morrer
para salvar-nos do pecado. Mas Cristo morreu para tirar o pecado e estabelecer
a lei de Deus. "Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira
nenhuma, antes confirmamos a lei". Romanos 3:31. Deus quer
que tenhamos Sua lei dentro do coração: ".. nas suas mentes
imprimir as Minhas leis, também sobre os seus corações as inscreverei:
e Eu serei o seu Deus e eles serão o Meu Povo." Hebreus 8:10.
Se queremos pertencer ao povo de Deus, devemos obedecer-lhes custe o
que custar, mesmo que isto exija um sacrifício de nossa parte. De um
lado estão os guardadores do domingo - imensa multidão - andando como
seus pais andaram, rejeitando o sábado. Do outro lado, um grupo bem
menor, mas nele estão Adão, Enoque, Abraão, Isaias os 12 apóstolos,
a mãe de Jesus, Maria Madalena, S. Paulo e também um considerável número
de cristãos fiéis que através dos séculos consideraram a Verdade mais
preciosa do que a vida. Vemos também um valente grupo da atualidade
que tudo sacrifica por amor a Cristo. Ao olharmos novamente do lado
dos observadores do sábado, notamos o seu Comandante-Chefe - "O
mais distinguido entre dez mil"- Jesus de Nazaré o Filho de Deus.
Ao erguer Suas mãos, divisamos nelas as arcas dos pregos. Com voz solene
Ele diz: "Com amor eterno Eu te amei"... Jeremias 31:3.
"Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos." S. João
14:15 Sim, Jesus, "eu e a minha casa serviremos ao Senhor"!
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